Registro extraído da conversa com a professora que acompanha uma aluna com baixa visão, realizado no dia 03 de dezembro de 2009, na cidade de Iporá, no CEAGS, feita pela aluna cursista Lourdes Antônia.
Aluna: Ana Vitória (nome fictício)
Idade: 15 anos
Aluna: Ana Vitória (nome fictício)
Idade: 15 anos
Série: 1º Série do Ensino Médio
Turno: vespertino
Turno: vespertino
Sexo: feminino
Perfil: bem articulada, extrovertida, faz de sua dificuldade visual uma facilidade para comunicar-se e interagir com as pessoas.
Dificuldade: não gosta que lugar muito aberto sente-se inseguro.
Deficiência: visão subnormal
Visão subnormal: apresenta 10% da visão normal.
Diagnóstico: faz dois anos que ela começou a sentir fortes dores de cabeça, onde em um período de 03 meses, foi perdendo a visão de forma muito rápida, pois um líquido que foi produzido pelo cérebro afetou o nervo do olho, provocando a perda total do olho esquerdo e 90% do olho direito;
Adaptações na sala: ela senta na primeira carteira da fila do meio, onde fisicamente não existe nenhuma adaptação ao que se refere a luz ou outras ferramentas que auxiliem para amenizar o problema. Ou seja, ela estuda em uma sala com as mesmas condições da maioria das salas com alunos adolescentes, partilhando da rotina de todas as salas de aula, com alunos adolescentes;
Artefatos tecnológicos: na escola não há nada específico para facilitar a autonomia da aluna, o único recurso é uma máquina copiadora, que pode ser ampliada as tarefas, mas infelizmente a maioria dos professores não tem esse cuidado de produzir o material específico para ela.
Entraves: Como ela apresenta 10% de visão do olho direito, ela não tem direito a um professor de apoio, pois a lei não permite. A professora que a acompanha, é a mesma professora que acompanha mais dois alunos que apresentam DM. Outro fato que também nos chamou atenção é que ela não tem direito ao curso de libras, já que sua deficiência não é de 100%. Além dessas dificuldades burocráticas, também há dificuldades em relação a sala ser composta por vários alunos, o barulho incomoda a aluna, sendo necessário retirá-la para outro ambiente para que se sinta confortável e amenize as dores de cabeça que o barulho provoca.
Atividades: sua participação se dá oralmente, pois não são disponibilizados para ela ferramentas que auxiliem na produção de textos, desenhos e outros.
Avaliação: é feita oralmente, onde a professora titular, de recurso ou de apoio (depende do horário disponível de uma delas), faz a leitura para que ela possa responder as questões. Quando há questões direcionadas com leitura de gráficos, mapas, imagens e outros essas questões são anuladas.
Rendimento escolar: é ótima aluna, como faz dois anos que perdeu a visão, tem um bom conhecimento de mundo, onde facilita o acompanhamento das atividades, não tendo problemas com notas e médias para aprovação.
Interação com a família: a escola não tem muitas informações, mas a mãe é que dá assistência necessária, sendo que algumas vezes ela falta as aulas ou deixa atividades sem serem realizadas, por não ter ajuda em casa para fazer às leituras necessárias.
Diagnóstico: faz dois anos que ela começou a sentir fortes dores de cabeça, onde em um período de 03 meses, foi perdendo a visão de forma muito rápida, pois um líquido que foi produzido pelo cérebro afetou o nervo do olho, provocando a perda total do olho esquerdo e 90% do olho direito;
Adaptações na sala: ela senta na primeira carteira da fila do meio, onde fisicamente não existe nenhuma adaptação ao que se refere a luz ou outras ferramentas que auxiliem para amenizar o problema. Ou seja, ela estuda em uma sala com as mesmas condições da maioria das salas com alunos adolescentes, partilhando da rotina de todas as salas de aula, com alunos adolescentes;
Artefatos tecnológicos: na escola não há nada específico para facilitar a autonomia da aluna, o único recurso é uma máquina copiadora, que pode ser ampliada as tarefas, mas infelizmente a maioria dos professores não tem esse cuidado de produzir o material específico para ela.
Atividades: sua participação se dá oralmente, pois não são disponibilizados para ela ferramentas que auxiliem na produção de textos, desenhos e outros.
Avaliação: é feita oralmente, onde a professora titular, de recurso ou de apoio (depende do horário disponível de uma delas), faz a leitura para que ela possa responder as questões. Quando há questões direcionadas com leitura de gráficos, mapas, imagens e outros essas questões são anuladas.
Rendimento escolar: é ótima aluna, como faz dois anos que perdeu a visão, tem um bom conhecimento de mundo, onde facilita o acompanhamento das atividades, não tendo problemas com notas e médias para aprovação.
Interação com a família: a escola não tem muitas informações, mas a mãe é que dá assistência necessária, sendo que algumas vezes ela falta as aulas ou deixa atividades sem serem realizadas, por não ter ajuda em casa para fazer às leituras necessárias.Conclusões: é certo que muito tem se conquistado em relação a inclusão, mas pelo que podemos perceber através do relato apresentado, ainda falta muitas conquistas, que possibilitem uma inclusão por completo. Precisamos repensar nossas atitudes enquanto professores de alunos portadores de necessidades especiais, para que possamos oferecer possibilidades que os ajudem a crescer, mas respeitando suas limitações.
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